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EGITO EM FOGO
E o
Egito
continua
vivendo
um
“caos”
político
que
se
instaurou
há
mais
de
15
dias
no
país.
Fruto
de
uma
série
de
protestos
de
manifestantes
contra
o
governo
do
atual
presidente,
Hosni
Mubarak,
a
crise
aparentemente
não
tem
data
para
acabar.
Os
manifestantes
permanecem
nas
ruas
e o
governo,
por
outro
lado,
promove
ações
no
intuito
de
acalmar
os
ânimos,
em
prol
de
uma
negociação
pacífica.
O
anúncio
de
Mubarak
em
não
se
apresentar
como
candidato
nas
próximas
eleições
em
setembro
deste
ano,
e do
vice-presidente,
Omar
Suleiman,
de
abrir
diálogo
com
os
opositores,
entre
grupos
democráticos
e
mulçumanos,
não
resolveu
muita
coisa.
Na
última
terça,
como
destacado
na
edição
passada
do
Atos
Hoje,
um
grande
protesto
foi
realizado,
o
maior
até
o
momento.
Milhares
de
pessoas
se
reuniram
na
praça
Tahrir,
insistindo
na
renúncia
de
Mubarak.
Para
se
ter
uma
ideia,
no
sul
do
país
três
pessoas
foram
mortas
e
várias ficaram
feridas
em
confrontos.
A
rede
terrorista
Al
Caeda,
convocou
os
mulçumanos
egípcios
para
uma
“guerra
santa”,
por
meio
de
uma
mensagem
pela
internet.
O
governo
que
afirma
estar
comprometido
com
uma
transição
de
poder,
afirmou
que
caso
a
oposição
insista
numa
transição
imediata,
mediante
a
renúncia
de
Mubarak,
haverá
um
risco
alto
de
um
“golpe
de
estado”,
o
que
pode
ser
algo
extremamente
ruim
para
o
país,
gerando
mais
mortes
e
violência.
O
exército
egípcio
está
à
postos
para
conter
os
manifestantes.
A
economia
do
país
também
sofre
as
consequências
da
crise,
estima-se
que
o
Egito
perca
por
dia
cerca
de
310
milhões
de
dólares
com
a
crise.
“O
Egito
conta
com
as
orações
dos
irmãos”.
Essa
é a
fala
de
um
homem
de
Deus
que
enviou
um
recado
especial
para
a
Lagoinha:
“Nós
agradecemos
por
suas
orações
e
preocupação.
Recebemos
a
mensagem
de
vocês
com
muito
amor
e
sabemos
que
cada
coração
está
conosco.
Estamos
seguros
com
nossos
familiares
e
amigos
e
somos
muito
gratos
a
vocês.
Mas
nossa
segurança,
de
fato,
não
é a
principal
preocupação
no
momento.
Nesse
momento
nos
unimos
aos
nossos
corajosos
jovens
que
quebraram
as
barreiras
do
medo
e
deram
início
a um
processo
de
exigência
por
seus
direitos
humanos,
uma
vida
digna,
liberdade
e
justiça
social.
Sentimos
a
dor
de
nossa
nação,
nosso
coração
sangra
com
nosso
povo.
Por
gerações
até
hoje,
jovens
egípcios
se
sentem
traídos
pelas
autoridades.
Corrupção,
excessos
e
ganhos
ilícitos
provocaram
a
pobreza
ao
nosso
povo.
Recusamos-nos
a
render-nos
às
mentiras
e ao
medo.
A
Igreja
e os
santos
no
Egito,
por
muitas
gerações
têm
orado
por
bênçãos
para
nossa
nação.
Pedimos
ao
Deus
Vivo
que
nos
vê e
ouve,
que
venha
e
nos
salve.
Clamamos
por
uma
nova
era
de
liberdade
e
dignidade.
Clamamos
por
um
novo
sistema
em
que
líderes
íntegros
e
tementes
a
Deus
se
inclinem
para
as
necessidades
e
aspirações
dos
egípcios”.
–
Irmão
Sadem
(Pseudônimo).
::
Por
Vanessa
Freitas
-
vanessa.freitas@lagoinha.com
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