
Tempo de
colheita
“Toda
a boa dádiva e todo dom perfeito vem do
alto, descendo do Pai das luzes, em quem não
há mudanças nem sombra de variação”. (Tiago
1.17.)
Enfim,
chegou o tempo de colher as uvas. Elas estão
no exato período para serem saboreadas.
Apresentam um tom vinho escuro, um perfume
que alegra toda a minha casa, os cachos
volumosos nos convidam a um novo sabor, a
apreciação. Esta é a hora que os frutos
oferecem alegria, um presente de Deus.
Doces
frutos. Que delicia!
Fizemos uma festa. Com violão, palmas,
cânticos e muitas gargalhadas. Um tempo de
festa, de admiração. Os frutos estão em
evidência e atraem todas as atenções, bonito
de se ver e de se comer. Contudo, a
exuberante aparência dos frutos retém toda a
nossa atenção. Esquecemos-nos que só existem
frutos por causa da essência. Focamos a
forma e desprezamos a essência.
Sansão
era tão forte, másculo, valente e tinha uma
cabeleira admirável. Era bonito de se ver.
Sua presença também era marcante, por onde
passava deixava suas marcas. Era tão
esplêndido que se esqueceu da essência,
esqueceu-se de Deus. Então, caiu, perdeu
seus olhos, sua força, sua exuberância, sua
liberdade, sua visão, sua vida.
Se
você plantou, certamente os frutos virão
trazendo toda a beleza do esforço, da
dedicação e empenho. São obras admiráveis.
Mas são frutos de Deus. Obras primas tecidas
e pintadas por Ele. Ele é o compositor, o
maestro que rege todas as coisas. Somos
apenas instrumentos.
Se
você está vivendo um tempo de colheita,
alegre-se, curta esse momento, foi Deus quem
lhe deu. Mas não se esqueça de quem fez com
que cada fruto amadurecesse e se tornasse
admirável. Nunca deixe de olhar para a
essência. Nunca deixe de ser grato.
“Porque dele e por ele, e para ele, são
todas as coisas; glória, pois, a ele
eternamente. Amém”. (Romanos 11.36.)
:: Por Nilma Gracia Araujo
nilmaraujo@hotmail.com
Aluna
do Seminário Teológico
Carisma
Membro
da I.B.C.V.N
Colaboradora do Portal Lagoinha.com